Morte de chefe do BDM no Barro Duro provoca tensão e paralisação de ônibus

O policiamento no bairro e em outras áreas estratégicas da RMS foi reforçado.

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A morte de Idivaldo Souza Santos, conhecido como “Boca de Prata”, chefe do tráfico na localidade do “Iraque”, no bairro Barro Duro, em Salvador, provocou uma série de reações na região nesta quarta-feira (2). Como represália, ônibus deixaram de circular, escolas fecharam as portas e moradores relatam um clima de medo diante da possibilidade de novos confrontos.

Conforme apuração do Informe Baiano, Idivaldo Souza Santos, de 38 anos, era apontado como fornecedor de armas para o Bonde do Maluco (BDM) e morreu na noite de segunda-feira (1º) após uma troca de tiros com policiais da Companhia Independente de Policiamento Especializado Polo Industrial (CIPE/POLO), na BA-099.

O homem estava em uma caminhonete Hilux prata com outros três indivíduos quando os agentes tentaram realizar uma abordagem na região de Vila Mar. Houve perseguição e, ao serem interceptados, os ocupantes do veículo reagiram, iniciando o confronto. Idivaldo foi atingido e morreu no local, enquanto os outros suspeitos conseguiram fugir para uma área de mata.

Na ação, os policiais apreenderam uma pistola calibre .40, carregada com nove munições, dois celulares e 46 maços de cigarros de diversas marcas. O caso foi registrado na 2ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) de Alagoinhas.

“Boca de Prata” era suspeito de envolvimento em diversos crimes, incluindo homicídios e tráfico de drogas. Uma das acusações mais graves contra ele era a execução do empresário Jefferson Sobrinho, dono de um depósito de bebidas em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, em junho de 2024. Segundo as investigações, o traficante e seus comparsas teriam matado o empresário para tomar posse do seu estabelecimento e expulsado a família da vítima da comunidade.

Além disso, havia suspeitas de que Idivaldo pagava propinas a policiais militares para manter suas atividades criminosas sem interferências, com valores que poderiam chegar a R$ 30 mil.

A morte do traficante elevou a tensão no Barro Duro. Criminosos estariam planejando represálias, como decretar toque de recolher na comunidade e ainda ataques, incluindo incêndios a ônibus.

Como precaução, as empresas de transporte coletivo suspenderam a circulação de veículos na região, deixando moradores sem opção de deslocamento. O comércio também foi afetado, com lojas fechando as portas mais cedo. O policiamento no bairro e em outras áreas estratégicas da RMS foi reforçado.

Fonte: Informe Baiano