O médico Antonio Marcos Rêgo Costa, acusado de matar a ex-mulher, Gabriela Jardim Peixoto, de 35 anos, teve sua prisão preventiva decretada pela justiça na tarde desta sexta-feira (3), em Feira de Santana.
A vítima foi vista pela última vez em um posto de combustível na companhia do ex-marido. O corpo dela foi encontrado em um matagal na BR-116 Norte.
O médico retornou do Acre após a Polícia Civil representar a sua prisão preventiva. Ele compareceu ao Complexo de Delegacias do bairro Sobradinho junto com seu advogado, Guga Leal, e prestou depoimento por mais de seis horas para delegada que está a frente do caso, Klaudine Passos.
Segundo a delegada, o médico disse em depoimento que ele e Gabriela consumiram drogas e bebida álcoolica no dia do desaparecimento da vítima, e que havia uma terceira pessoa envolvida no relacionamento.
“Ele fez menção de que pegou a BR-116 Norte, teria ido até o trevo e retornado. Ocasião em que eles discutiram, ela chegou a dar uma luxação no quinto dedo da mão direita dele e com essa mesma mão, com o dorso da mão, ele chega a atingir a testa dela com um anel. Daí porque o sangramento no carro. Ela teria o agredido e ele tentando se defender, mesmo dirigindo. Em um determinado momento ele para o veículo, ela desce, eles continuam discutindo e a partir daí ele a deixa na estrada”, relatou.
O médico informou em depoimento que após deixar Gabriela na estrada, não lembra exatamente o que aconteceu, mas afirmou que retornou para Feira de Santana e depois resolveu voltar para onde Gabriela estava, mas não a encontrou e foi para a casa de dois amigos. No outro dia ele foi para o Acre.
Após o depoimento, o acusado passou por exame de corpo de delito e foi encaminhado para o Conjunto Penal de Feira de Santana, onde vai aguardar as decisões judiciais. “Ele não convence e para mim os autos trazem, claramente que Antônio Marcos é o autor do homicídio de Gabriela”, disse a delegada Klaudine Passos.
O advogado Guga Leal disse que o médico assume que a causa da morte dela foi ele que causou. “Explicou a autoridade policial tudo que aconteceu de fato, que esteve com Gabriela, inclusive no local do crime, tanto que ele não se recorda o que aconteceu, mas imputa a ele a culpa da morte. Só não se recorda por conta de que estavam fazendo uso de entorpecentes o dia inteiro”, disse.
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